Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal e da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.
Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede
de Diocese, substituindo a cidade romana Conímbriga, donde derivou o seu novo nome.
Monumentos
Igreja do Convento de Santa Clara – a Nova
Construído no séc XVII, o Convento de Santa Clara-a-Nova abrigava as freiras de Santa Clara-a-Velha. Hoje está em parte ocupado pelo exército. Um dos pontos de interesse a visitar é o caixão de prata de Santa Isabel que se encontra na igreja barroca e foi instalado em 1696 sendo pago pelo povo de Coimbra. Jaz no coro inferior, o túmulo original, uma única pedra, onde painéis de madeira policromática relatam a sua vida. Em 1733, D. João V mandou construir a grande claustro, obra do húngaro Carlos Mardel.
Universidade de Coimbra
Após a fundação em 1290 em Lisboa dos Estudos Gerais por El Rei D Dinis, viria o mesmo a estar na origem da Universidade de Coimbra em 1308. Após várias passagens entre Lisboa e Coimbra, ficaria definitivamente estabelecida em Coimbra com D.Joao III a partir de 1537 nos antigos Paços Reais. Alem da capela de S.Miguel com o seu Órgão barroco, a sala dos Capelos ainda hoje lugar de Doutoramentos, e a célebre torre, e sobretudo magnificente a sua riquíssima biblioteca.
Artesanato
Coimbra e a sua região são nesta matéria centro de maiores tradições.
A tradicional cerâmica esmaltada de Coimbra, cuja origem remonta ao séc. XVI, e que terá tido na origem dos seus variados motivos, pintados à mão e dominados pelo azul, a rota das especiarias, é ainda hoje produzida em algumas fábricas nos arredores da cidade, nomeadamente em Condeixa, sendo as peças de natureza decorativa a produção dominante.
Repúblicas de Coimbra
Espaços míticos da academia, as Repúblicas de Coimbra remontam ao séc. XIV, época em que a cidade assiste a um crescimento significativo da população estudantil, fruto da sua afirmação como importante centro de estudos.
Visando colmatar carências a nível habitacional, foi criado em 1309, por D. Dinis, um diploma régio cujo objectivo se prendia com a construção de casas destinadas a estudantes na zona de Almedina. O custo do aluguer era fixado por uma comissão, nomeada pelo Rei e constituída por estudantes e "homens bons" da cidade. Foi pois, a partir da construção destas habitações, que surgiram as Repúblicas que hoje conhecemos.
Fado e Guitarra Portuguesa
Só depois de 1822, após o retorno da Corte Portuguesa do Brasil (Rei D. João VI), o Fado se generalizou como dança e canção.
E é após esta data que se expande para o Porto e Coimbra.
Aqui, o Fado teve, desde sempre, um estilo mais elevado e romântico, a que não será estranho o facto da cidade possuir, desde 1290, uma comunidade estudantil. É natural que uma herança, invisível mas significativa do ponto de vista histórico e cultural, tenha contribuído para dar ao Fado um carácter erudito e uma auréola mais romântica.
Coimbra, ao contrário de Lisboa, não possui porto e terá sido a sua posição geográfica que, em conjunto com uma forte tradição cultural de origem monástica e universitária, terá decididamente contribuído para a forma específica do Fado de Coimbra.